Foto ilustrativa. Crédito: Mohammed Ibrahim/Unsplash.
Em um novo capítulo da crise no Oriente Médio, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ordenou nesta terça-feira (28) o recomeço de ataques “poderosos” contra a Faixa de Gaza, justificando que o grupo Hamas teria rompido o acordo de cessar-fogo ao disparar contra tropas israelenses e recusar-se a devolver corpos de reféns mortos em cativeiro. O cessar-fogo, em vigor há cerca de duas semanas, previa o fim imediato dos bombardeios, a libertação de civis feitos reféns e um cronograma de trocas de prisioneiros e corpos através de organizações internacionais. Mediadores mantêm tentativas de prolongar o acordo diante de sucessivas acusações de infrações. O Hamas nega ter violado o pacto e acusa Israel de iniciar novos ataques sem justificativa.
A nova onda de violência provocou forte reação nos bastidores diplomáticos. Estados Unidos, Egito e Catar — principais mediadores do acordo — pressionam por um retorno imediato ao cessar-fogo, enquanto a ONU condenou publicamente os bombardeios. O Brasil, que havia elogiado o cessar-fogo em 9 de outubro pedindo ‘cessação imediata e permanente dos ataques israelenses’, ainda não se manifestou oficialmente sobre essa nova escalada. A Organização Mundial da Saúde alerta para o risco de colapso dos hospitais e fome crescente entre os civis.
Organizações humanitárias relatam aumento no número de deslocados, além de novas mortes e feridos entre a população civil após a retomada dos bombardeios. Segundo entidades internacionais, já são mais de 66 mil mortos e quase 170 mil feridos em Gaza desde o início do conflito, a maioria civis, e a infraestrutura local está em colapso.
Diante da escalada, líderes internacionais pressionam por retomada do diálogo e manutenção dos corredores humanitários, enquanto civis continuam a sofrer com o bloqueio e os bombardeios. O futuro do acordo permanece incerto e o risco de uma nova onda de violência preocupa toda a comunidade internacional.

