Foto Crédito: Dendoktoor/Pixabay
A Comissão Europeia aprovou por ampla maioria o histórico acordo de livre comércio entre o bloco e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), confirmou nesta sexta-feira a presidente Ursula von der Leyen. A decisão, apoiada por 22 dos 27 países da UE (que representam mais de 65% da população do bloco), abre caminho para ratificação no Paraguai na próxima semana e assinatura final após aval do Parlamento Europeu.
“A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica. A Europa está enviando um sinal forte de compromisso com crescimento, empregos e interesses de consumidores e empresas”, escreveu von der Leyen em sua conta no X. Ela destacou a liderança do presidente Lula durante a presidência brasileira do Mercosul (julho-dezembro 2025) e criticou o uso de comércio como “arma” em tempos geopolíticos tensos.
Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, segundo o ministro polonês Stefan Krajewski. No Brasil, a notícia é celebrada: a ApexBrasil estima incremento de US$ 7 bilhões nas exportações para os 700 milhões de habitantes da UE, cujo PIB de US$ 22 trilhões supera o da China.
Principais ganhos para o Brasil:
- Redução imediata de tarifas em máquinas, autopeças, aviões, geradores e motores elétricos
- Benefícios para couro, pedras de cantaria, facas, lâminas e químicos
- Zeragem gradual de tarifas em commodities (com cotas)
- 1/3 das exportações brasileiras para UE já são produtos industrializados
O acordo reforça a pauta diversificada do Brasil e posiciona o país em áreas estratégicas, criando o segundo maior mercado mundial — atrás apenas dos EUA.
Em nota, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) saudaram a aprovação da assinatura do acordo. “Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, sustentam as pastas.

