Milhares de pessoas foram à avenida Paulista protestar contra a ação de Israel. Foto Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil.
A interceptação pela marinha israelense da Flotilha Global Sumud – com 461 pessoas a bordo, incluindo ativistas brasileiros – desencadeou uma onda de protestos e condenações internacionais. Em São Paulo, milhares de manifestantes ocuparam hoje a Avenida Paulista exigindo o rompimento das relações do Brasil com Israel e a libertação dos detidos, enquanto governos europeus e latino-americanos se pronunciaram contra a ação de Israel. O ato na Paulista juntou-se às centenas de milhares de pessoas que foram às ruas em diversas capitais. Na Europa, houve atos de vandalismo em diversas cidades, junto a protestos pacíficos nas ruas, ocupação de universidades e marchas em Roma, Madri, Berlim e Dublin. Na América Latina, Buenos Aires e Bogotá registraram atos de solidariedade. Na Itália, sindicatos convocaram greves em apoio aos ativistas. Os manifestantes carregavam bandeiras palestinas e faixas com os dizeres: “Libertem a Flotilha” e “Parem com o Genocídio em Gaza”.
Reações diplomáticas
O governo brasileiro emitiu nota classificando a interceptação como “violação do direito internacional marítimo” e exigiu a libertação imediata dos cidadãos nacionais. A posição foi reforçada por:
- França e Espanha: Pediram explicações sobre a detenção dos ativistas
- Colômbia e África do Sul: Condenaram o uso da força
- Turquia: País com histórico de tensões com Israel, condenou a ação.
Organizações Não Governamentais criticaram a ação como ataque ilegal contra agentes humanitários, enquanto Israel justificou como medida de segurança contra suposta ligação com o Hamas. Alguns dos organizadores classificaram a interceptação como violação do direito marítimo internacional
Contexto da missão
A flotilha partiu com 50 embarcações carregando alimentos e medicamentos para Gaza, tentando romper o bloqueio naval imposto por Israel. Todos os navios foram interceptados fora das águas territoriais israelenses, com uso de força militar. Entre os relatos que chocaram a comunidade internacional está o suposto espancamento da ativista sueca Greta Thunberg.
Situação dos brasileiros
O Itamaraty confirmou que mantém contato com as famílias dos brasileiros detidos e exige acesso consular imediato. A pasta reforçou que Israel será responsabilizado por quaisquer violações aos direitos dos ativistas. Até o momento, apenas um dos brasileiros, identificado como Nicolas Calabrese, foi deportado pelas autoridades israelenses, mas ainda não há confirmação de seu retorno efetivo ao Brasil. Assim, a maioria dos brasileiros da Flotilha segue detida em Israel, aguardando trâmites de deportação.
Com informações de ministérios das Relações Exteriores e agências internacionais.

