Pesquisa sobre Alzheimer leva o neurocientista Mychael Lourenço a um dos mais importantes prêmios da área. Foto Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil.
O neurocientista brasileiro Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acaba de ganhar um importante prêmio internacional, o ALBA-Roche de Excelência em Neurociência 2026. Ele foi reconhecido por estudos que ajudam a entender como o cérebro perde a memória no Alzheimer, uma doença que afeta milhões de idosos.
A pesquisa de Lourenço
Lourenço trabalha no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e busca entender um mistério: por que algumas pessoas idosas têm placas ruins no cérebro, chamadas beta-amiloide, mas, mesmo assim, ainda pensam e lembram bem? Ele foca em como as células do cérebro resistem a esse “lixo” ou enfraquecem diante dele.
Sua equipe também busca sinais no sangue para detectar o Alzheimer cedo em brasileiros, como uma substância chamada carnitina ligada a proteínas tóxicas. Eles testam remédios em ratos para “limpar o lixo” das células cerebrais.
Principais descobertas
Lourenço descobriu jeitos de as células manterem a produção de proteínas importantes, protegendo o cérebro da destruição lenta do Alzheimer. Além disso, achou formas de reativar a “lixeira” natural do cérebro, que remove essas proteínas ruins e atrasa a perda de memória.
Outra novidade é que a falta de certas substâncias no corpo avisa sobre o Alzheimer antes dos sintomas graves, ajudando a tratar cedo e sem dor.
Importância do exercício físico
Nas pesquisas dele, caminhar, correr ou malhar libera um hormônio dos músculos chamado irisina. Essa substância diminui as placas tóxicas no cérebro, reduz o estresse das células e melhora a memória em testes com animais – igual ao que o exercício faz.
Para quem já tem Alzheimer, atividade regular desacelera o avanço da doença, limpa o cérebro e ainda ajuda na depressão e ansiedade. É uma forma simples e barata de prevenir demências, que todo mundo pode adotar no dia a dia.
Prêmio será entregue em julho, em Barcelona
Mychael Lourenço foi anunciado como vencedor do Prêmio ALBA-Roche de Excelência em Neurociência 2026 no último dia 10 março, mas a entrega oficial do prêmio ocorrerá durante o FENS Forum 2026, principal congresso europeu de neurociências, nos dias 7 a 11 de julho, em Barcelona, Espanha.
A premiação é oferecida pela ALBA Network, organização europeia dedicada a promover diversidade e inclusão em neurociências, em parceria com a Roche, gigante farmacêutica suíça. O valor é de 15 mil euros (cerca de 91 mil reais na cotação do momento em que esta matéria é publicada), mais suporte para viagem e hospedagem à cerimônia, reconhecendo cientistas em meio de carreira por contribuições excepcionais.
O anúncio veio durante a Semana do Cérebro (março 2026), com cobertura ampla na imprensa brasileira. A entrega em Barcelona destaca Lourenço no cenário global, ao lado de líderes como Gilles Laurent no comitê selecionador.
AGORA É COM VOCÊ – Diante dos avanços da ciência brasileira, a mensagem é clara: incorporar atividade física à rotina, em qualquer idade, é uma das formas mais simples e acessíveis de proteger o cérebro. Converse com seu médico sobre como começar, compartilhe esta reportagem com familiares e amigos e ajude a levar essa informação adiante. Também deixe seu comentário no final desta matéria.


O Brasil precisa investir em pesquisas, pois os brasileiros são muito inteligentes e capazes de levar ao topo o conhecimento que deseja transmitir ao bem da humanidade.
Gostei muito da orientação. Motiva a gente a fazer caminhadas e outros exercícios físicos. Parabéns!