14 de abril de 2026

10 thoughts on “É preciso reprogramar o futuro do cacau brasileiro, alerta agrônomo

  1. Pessoas devem ser centrais na agricultura. Em especial num mundo cada vez mais urbano e mais distante da Natureza. As pessoas são capazes de cuidar, de manter. Nada pior para um país do que um campo esvaziado e sem significado. As relações humanas são por demais importantes e a desconexão com o meio gera uma perda cultural tremenda, a qual estamos vivenciando hoje.
    Parabéns pela entrevista e a visão holística apresentada, cada vez mais rara.

  2. O autor foi objetivo e preciso ao falar dos problemas e possíveis estratégias para encontrar soluções práticas para “salvar” os médios e pequenos produtores. Tem uma visão clara do que deveria ser feito.

  3. Ótima matéria e considerações.
    Aborda o tema com clareza e sob os principais problemas relacionados, fugindo do lugar comum.
    Faz pensar na questão sob novos prismas.
    Parabéns!

  4. Excelente matéria. É preciso que se materializem as colocações do Bernades. Afinal, não existe sistema agroflorestal mais verdadeiro do que cacaueiros sob o bioma Mata Atlântica. Contudo, ele por si só não se sustenta. É preciso que a pesquisa, assistência técnica e cooperativismo estejam inseridos.

  5. Excelente reflexão e muito oportuna para o momento da cacauicultura brasileira! Acredito que temos que avançar em “como fazer” no campo, pensando em ATER e em sistemas produtivos adaptados às realidades dos agricultores locais.

  6. Parabéns, pelo teor da matéria. Ótimo timing para reabrir a discussão sobre o futuro do cacau e do chocolate no Brasil. Quem conhece os ciclos de preços dos comodities já imaginava, que a forte alta dos preços internacionais era um ponto fora da curva, durante algum tempo. Não digo, que não podemos ver outro ciclo de alta, mas…a cura de preços altos…são preços altos, e vice-versa: vale para preços baixos. Assim , tornando as atenções para o famoso “input-processamento-output”.
    Sobre o plantio e manutenção do cacau no Brasil, o caro Marcos já se manifestou firmemente. Vindo de commodities como soja, milho e trigo, eu realmente não vislumbro o cacau como alternativa para plantio em grandes áreas no Centro-Oeste, onde diversos projetos novos de cacau calculavam com preços internacionais irreais, e -eventualmente – não combinam com o clima local, onde períodos de seca e extremo calor cada vez mais aparecem. Sem falar da logística de 2.000km até indústrias ou portos.
    Agora, um outro ponto para discutir, a meu ver, seria: qual mercado de consumo o Brasil quer reconquistar ? O mercado de “produtos tipo chocolate” , a vala comum da indústria altamente competitiva ? Mantendo o cacau brasileiro como comodity qualquer, sem valor agregado ? Ou um mercado mais seletivo, de qualidade superior, que faça justiça ao cacau brasileiro, quando bem tratado? Saindo, assim, de indústrias grandes, e chegando – conforme mencionado por Marcos – com o processamento mais perto dos pequenos e médios produtores. Sei, que já estão em andamento, faz anos, diversas tentativas, produtores de chocolates artesanais, com apoio de diversas instituições e associações como “from bean to bar” etc.
    Porém, falta o próximo passo: nas grandes lojas de consumo, por exemplo na Europa, se acha bastante oferta de chocolate artesanal, muitos da América Central, Caribe, Norte da América do Sul, alguns países da África…mas quase nada do Brasil. Falta divulgação do chocolate artesanal brasileiro. Se a produção de chocolate artesanal no Brasil somente vê o mercado e consumo nacional, não vamos a lugar nenhum e vamos continuar somente na condição de provedor de matéria prima para fora. A profissionalização do setor passa por uma internacionalização das Associações e dos pequenos e médios produtores de chocolate. Assim, temos mais chances de participar do grande valor agregado. E tornar o pequeno produtor mais saudável financeiramente, e disposto a cuidar bem do plantio e da manutenção da área plantada.

    Novamente, parabéns pela matéria.
    Sds
    Carsten Wegener

  7. Ponderações valiosas que merecem ser criteriosamente analisadas para uma eventual adoção.

  8. Adorei a matéria e faz total sentido para mim, parabéns pela análise do Dr. Marcos. Como vivemos em um mundo de evolução em todos sentidos da palavra, creio fielmente repensar/ reprogramar o cultivo do cacau, principalmente no contesto da sustentabilidade sócio ambiental e econômica. Como diz o Dr. Malavolta a sobrevivência da humanidade está em 10 cm de terra, por isso a importância de multiplicarmos sistemas de consórcios entre cultivos sendo bem planejados, atingiremos resultados mais abrangentes beneficiando a cadeia toda e principalmente o ecossistema q/ é nosso maior patrimônio. Meu nome é Tercides Freitas, Técnico Agrícola a 20 anos servidor público e produtor rural a 18 anos. Estou na região do Vale do Ribeira, onde a fonte de renda principal é a banana e a segunda é a pupunha para palmito. Como produtor aceitei o desafio e introduzi recentemente o cacau no meio da minha pupunha buscando trabalhar o sistema de consórcio e acredito que fiz a escolha certa. E compartilho com todos a informação , de que a minha região, foi contemplada pelo INPI com a certificação da primeira Indicação Geográfica da Pupunha, sendo a única do mundo no seguimento palmito pupunha.

  9. Caro Marcos Bernardes,

    Parabenizo-o pelo excelente texto e pela lucidez com que aborda a realidade e os desafios da cadeia produtiva do cacau. Sua reflexão é extremamente oportuna e necessária neste momento em que o Brasil busca reposicionar-se estrategicamente no cenário agroindustrial.

    É fundamental que compreendamos, de forma clara e urgente, que não podemos continuar atuando apenas como fornecedores de **amêndoas de cacau**, exportando matéria-prima enquanto grande parte do valor agregado é capturada por outros elos da cadeia produtiva no exterior. Essa lógica nos mantém presos ao modelo de **produção de commodities**, semelhante a um grande “fazendão” fornecedor de insumos para a indústria internacional, com baixo aproveitamento do potencial econômico e tecnológico que o setor poderia gerar internamente.

    O cacau possui uma cadeia agroindustrial extremamente rica, que envolve etapas de beneficiamento, fermentação, secagem, torrefação, moagem e transformação em produtos de maior valor agregado, como chocolates finos, manteiga de cacau, liquor e diversos derivados. Ao investir no processamento e na industrialização dentro do país, ampliamos oportunidades de geração de renda, desenvolvimento regional, inovação tecnológica e fortalecimento da marca do cacau brasileiro nos mercados nacional e internacional.

    Entretanto, para que esse avanço seja sustentável e competitivo, é igualmente indispensável manter **rigor técnico no manejo da cultura**, incluindo práticas adequadas de nutrição de plantas, manejo fitossanitário, condução das lavouras, colheita no ponto correto de maturação, além de cuidados criteriosos nas etapas de fermentação e secagem das amêndoas. A qualidade final do produto depende diretamente da integração entre **boa agronomia no campo e boas práticas de pós-colheita e processamento**.

    Nesse contexto, reflexões como as apresentadas em seu texto contribuem de maneira significativa para estimular uma visão mais estratégica do setor cacaueiro brasileiro, incentivando produtores, técnicos e empreendedores a avançarem além da produção primária e a buscarem maior protagonismo na cadeia de valor.

    Receba meus sinceros cumprimentos pela qualidade da análise e pela contribuição ao debate.

    Um grande e saudoso abraço,

    Henrique

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