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A taxa de condomínio subiu 59,6% acima da inflação em 2025 e já consome mais da metade do salário mínimo no Brasil, segundo levantamento do Índice Superlógica. De acordo com o estudo, enquanto o IPCA fechou o ano em 4,26%, as taxas condominiais avançaram 6,8% no período. O valor médio do condomínio chegou a R$ 828,13, o equivalente a 54,6% do salário mínimo de 2025 (R$ 1.518) e a 51,1% do piso atual, de R$ 1.621.
Apesar da alta, a inadimplência média dos condomínios encerrou 2025 em 6,28%, uma leve queda de 0,02 ponto percentual em relação a 2024. No ano, o maior índice foi registrado em junho, com 7,19%, e o menor em dezembro, com 5,87%. A taxa de inadimplência é calculada a partir de boletos com atraso superior a 90 dias.
O levantamento mostra ainda diferenças significativas entre as regiões do país. Em 2025, o Norte registrou a maior inadimplência condominial, de 7,86%, seguido por Nordeste (6,09%), Sudeste (5,93%) e Centro-Oeste (5,70%). O Sul apresentou a menor média, de 4,74%. O pico regional ocorreu também no Norte, com 9,63% em setembro.
Quando se observa o valor das taxas, Nordeste, Norte e Sudeste aparecem com os maiores valores médios, de R$ 885,08, R$ 868,79 e R$ 848,47, respectivamente, todos acima da média nacional. Em seguida vêm Centro-Oeste (R$ 735,64) e Sul (R$ 661,26). Na comparação com o salário mínimo atual de R$ 1.621, a taxa média de condomínio corresponde a 54% da renda no Nordeste e no Norte, 52% no Sudeste, 45% no Centro-Oeste e 41% no Sul.
O índice também segmenta os condomínios por faixa de valor da taxa: até R$ 500 (baixa), entre R$ 500 e R$ 1.000 (média) e acima de R$ 1.000 (alta). Segundo o estudo, a maior inadimplência ocorre justamente nos condomínios de taxa mais baixa, seguida pelos de taxa média e, por último, pelos de taxa alta. Em dezembro, a inadimplência chegou a 9,96% entre os condomínios com taxa de até R$ 500, foi de 6,03% na faixa entre R$ 500 e R$ 1.000 e de 4,53% acima de R$ 1.000. O pico, nas três faixas, foi registrado em setembro de 2025, quando a taxa de atraso alcançou 11,46% entre os condomínios de menor valor.
De acordo com o estudo, o aumento da taxa de condomínio acima da inflação está relacionado à combinação de juros elevados, inflação ainda pressionando itens do dia a dia e aumento de custos operacionais, como folha de pagamento, tecnologia e segurança. Esse cenário, aponta o levantamento, pressiona o orçamento das famílias e o caixa dos condomínios, comprometendo o pagamento em dia, o planejamento de gastos, manutenções de rotina e obras de melhoria.
A base de dados usada no Índice Superlógica reúne aproximadamente 130 mil condomínios em todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de unidades, entre casas e apartamentos. Todos os dados, segundo o relatório, são anonimizados, sem possibilidade de associação direta ou indireta a indivíduos.

