Foto Crédito: Tasha Kostyuk/Unsplash.
O Brasil registrou 308.723 ocorrências de roubo de celular em 2025, uma queda de 18,6% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já os casos de furto de celular – que não envolvem violência ou ameaça direta à vítima – tiveram leve alta de 0,9%, somando 483.561 registros no mesmo período.
Somando as duas modalidades, foram subtraídos 830.890 aparelhos celulares no país ao longo do ano, uma média de 95 celulares roubados ou furtados por hora.
Rio, uma exceção negativa
Segundo o levantamento, o roubo de celular caiu em 26 das 27 unidades da federação. O Rio de Janeiro foi a única exceção, registrando alta de 19,4% nos casos – na contramão da tendência observada no restante do país.
O anuário destaca que a cidade de São Paulo concentra 5,6% da população brasileira, mas responde por 20% de todos os roubos e furtos de celular registrados no país – uma desproporção que evidencia a concentração do problema na capital paulista.
Apesar do volume concentrado em São Paulo, o anuário também calculou a taxa de roubo e furto de celular por habitante nas cidades brasileiras – métrica que relativiza o tamanho da população local. O gráfico abaixo mostra o ranking das dez cidades com as maiores taxas em 2025:

Nesse recorte, São Luís lidera o ranking nacional, com taxa de 1.517 casos por 100 mil habitantes, seguida por Belém, com 1.487, e por São Paulo, em terceiro lugar, com 1.390,5. Completam a lista Salvador, Lauro de Freitas, Porto Velho, Manaus, Olinda, Ananindeua e Teresina.
A leitura por trás dos números
Os dois recortes do anuário – volume absoluto e taxa por habitante – contam histórias diferentes. Em números totais, São Paulo é disparadamente a cidade mais afetada, o que é esperado dado seu tamanho populacional. Mas quando o cálculo é ajustado pela população local, São Luís e Belém – cidades bem menores – aparecem à frente, indicando que, proporcionalmente, o problema atinge de forma ainda mais intensa os moradores dessas duas capitais do Norte e Nordeste do que sugeriria o volume bruto de ocorrências.

